Ellen - "Mãe" da boneca de pano 

Hoje (12/10/11) é Dia das Crianças e eu, Cinthia Almeida, pensei em dar algo para a Ellen, 6 anos, filha da minha prima. Eu não queria presenteá-la com as mesmas coisas de sempre. Queria que fosse algo que ela pudesse adquirir algum valor e usar por um bom tempo.

Então, resolvi dar uma boneca de pano, pois sabia que com esse presente ela iria aprender no mínimo duas coisas: simplicidade e cuidado. Ser simples é sentir felicidade com pequenas coisas ou gestos. E cuidar de algo simples é difícil, pois a simplicidade está ligada ao único, muitas vezes, se perdermos o simples não se consegue ter novamente.

Quando a Ellen chegou aqui em casa, eu entreguei o presente e a reação dela foi digna de uma criança que tem brilhos nos olhos. Ela achou linda e logo tirou a boneca do embrulho. Pegou com cuidado e começou a brincar. A boneca não ganhou nome próprio, mas ganhou a importância logo de cara, pois a Ellen disse: “Minha filha!”

Eu notei uma coisa bem interessante, a Ellen chegou com uma boneca estilo a Barbie e ela deixou de lado logo que viu a boneca de pano. Entendi que a “Barbie” é considerada “amiga” pelas meninas e bonecas de pano ou estilo bebê são consideradas como “filhas”. Ou seja, o cuidado, carinho e importância são mais profundos, e o mais especial, a boneca de pano, com o passar do tempo, “cresce” junto com a criança, passando a ser a “sua melhor amiga” e quando a menina vira mulher, passa como uma herança a boneca, que ela ganhou e cuidou com muito carinho, para a sua filha ou neta.

Gostei muito da experiência de dar uma boneca de pano. Achei que não teria tanta emoção quanto uma boneca industrializada, mas me surpreendi ao ver o brilho nos olhinhos da Ellen.

Por Cinthia Almeida

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